Artigos


Por: Leonardo Bittencourt, arquiteto
Em: 15 de Dezembro de 2018

Casa Nossa

As edificações têm como finalidade abrigar as diversas atividades desenvolvidas pelo homem. Abrigar tanto no que corresponde às necessidades físico-ambientais, como no que se refere aos aspectos imaginários e simbólicos. As necessidades físico-ambientais, e até mesmo as preocupações estéticas, costumam ser adequadamente consideradas durante o processo de elaboração de projetos arquitetônicos. Entretanto, os aspectos mentais e simbólicos envolvidos nos projetos arquitetônicos ainda não parecem devidamente contemplados. Entre esses, encontram-se os conflitos que ocorrem no plano do desejo, encontrados na relação entre usuários e arquitetos, que também são afetados por efêmeros modismos arquitetônicos. Esse texto se propõe a especular sobre a maneira como se relacionam os envolvidos no processo de elaboração de projetos arquitetônicos de residências unifamiliares, no que se refere à colocação de seus desejos nesses projetos. Pretende, com um olhar de arquiteto, levantar algumas questões s




Por: Gilvaneide Mota Malta Brandão, SPR e NPM
Em: 15 de Dezembro de 2018

Sobre o Pensar e a Criatividade: O que nos diz a psicanálise

Espero fugir à ilusão de um pensar puro, análogo à ilusão, denunciado por Kant (1781-1787), da pomba que imagina que voaria mais rápido se não encontrasse a resistência do ar que justamente a sustenta. O pensar é o que nos oferece resistência e nos sustenta, o que nos protege do vazio e que nos sobrecarrega, o que nos faz respirar: sopro, voz e texto. (Didier Anzieu, 2002) Resumo Entendo a criatividade como uma função do pensar, porquanto essencial para a percepção adequada do mundo externo e para a capacidade de continência dos conteúdos mentais na dinâmica psíquica do sujeito. A fim de conferir um embasamento maior a essa reflexão, buscarei apoio na teoria psicanalítica.




Por: Maria dos Prazeres de Azevedo Albuquerque **SPR/NP
Em: 15 de Dezembro de 2018

Por onde anda Dona Inveja: as vicissitudes de um conceito *

Muito antes do aparecimento da psicanálise, a inveja era tida como um dos maiores problemas da humanidade. São inúmeras as observações, os comentários, os ditos populares e outras referências históricas ou literárias sobre a inveja, revelando as implicações que este fenômeno produziu desde quando a humanidade começou a registrar sua história. A ideia freudiana de inveja do pênis despertou raiva em muitas mulheres, especialmente nas feministas. Em suas descrições, Freud deixou clara sua importância e examinou suas consequências para o prognóstico de um tratamento psicanalítico (1937).




Por: Sandra Trombetta, psicanalista da SPR
Em: 05 de Dezembro de 2018

O desamparo do jovem e a solidão de todos nós, nas questões transgêneros: Ignoramus!

Resumo: A autora aborda a questão da disforia de gênero com base na alternativa de tratamento denominada redesignação de gênero, oferecida por centros especializados em várias partes do mundo ocidental, incluindo o Brasil. Destaca o surpreendente papel da psicologia no diagnóstico e autorização para que sejam realizados os procedimentos hormonais e cirúrgicos que compõem a redesignação, e assinala a consequente e incomum responsabilidade que fica depositada no parecer da psicologia. Por meio do depoimento de uma jovem americana elenca alguns aspectos sobre a gravidade das intervenções que compõem o processo, os cuidados e critérios que são adotados e os pontos ainda obscuros das questões envolvidas. Concluindo, adverte os profissionais da psicologia e da psicanálise para que, ao assumir o que ainda não se sabe, abram espaço para investigações necessárias, com especial relevo nas situações que envolvam crianças e adolescentes. Palavras-chave: transgênero, disforia, redesignação




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